FOTOGRAFIA DE PAISAGEM E NATUREZA

PARTE II

A fotografia de natureza e paisagem, tal como de qualquer outra variação, é essencialmente fotografia; isto é, rege-se pelo mesmo princípio, com as mesmas técnicas e as mesmas preocupações. Apesar de tudo tem os seus pequenos truques e dicas; maneiras de fazer o que se quer da melhor maneira, acessórios que permitem expandirem o material e a criatividade. Apesar de tudo uma boa técnica fotográfica será-o sempre quer em fotografia de paisagem quer em fotojornalismo!

A MÁQUINA

A escolha de uma máquina deve ser pensada com um certo cuidado. Apesar de ser um mero instrumento (e não uma joia como muitas vezes se ve por ai) tem as suas caracteristicas, dai que uma escolha cuidada seja necessária.

Fala-se muito de uma eventual guerra entre marcas, especialmente entre as maiores, mas deve ser tomado um pouco como clubismo.

Partindo do princípio que vamos usar uma maquina reflex de 35mm, qualquer marca serve desde que se adapte as nossas necessidades, seja AF (Auto Focus) ou MF (Manual Focus), branca ou cinzenta, barata ou cara&Canon, Minolta, Leica e Nikon seguidas por Pentax , Olympus e Contax. É um pouco como escolher umas calças; escolhemos as mais confortáveis que melhor se adequam á ocasião e ao nosso gosto.

Existem contudo alguns aspectos importantes na escolha da máquina: há alguns aspectos mais importantes para fotografia de animais em movimento e outros mais importantes em paisagem; um pouco de senso comum verá a diferença.

Visor - Visto que por vezes somos forçados a olhar permanentemente pelo visor, convem que este seja o mais claro e completo possivel. De nada me serve um visor em que eu não saiba o valor de diafragma que estou a usar. Convem que seja o mais amplo possivel e de preferencia que mostre 100% da imagem. (A propósito disto proponho um pequeno teste&coloquem a maquina no tripé paralelo a uma mesa e façam um enquadramento de modo a colocar quatro objectos quadrados nos cantos. Depois de os cantos estarem preenchidos fotografem com um qualquer rolo de slides; depois de revelado o filme marquem com uma caneta o contorno do caixilo, por fim desmontem o caixilo e comparem&)

Botão de profundidade de campo - É para mim essencial um meio de prever a profundidade de campo (DOF) antes de fotografar. Com isso consigo saber com exactidão como é que vai ficar a fotografia em termos de DOF.

Compensação de exposição - Apesar de as maquinas hoje em dia terem sofisticados sistemas de medição de luz não são, de modo algum, perfeitas. Por outro lado a exposição que a maquina nos indica pode não ser a que queremos usar, e é para isso que existe a possibilidade de compensar a exposição: 1/3 de stop a mais ou a menos podem fazer a diferença numa fotografia (obviamente que estou a falar de filme de slides, visto que é practicamente o unico que uso).

Em algumas maquinas isto faz-se simplesmente rodando um disco, ou carregando um botão e rodando o mesmo disco, mas se temos que carregar em quatro botões para fazer isso estamos a "matar" a espontaneadade da fotografia.

Spotmeter - Este é um daqueles aspectos que se para mim é fundamental, para outros pode ser perfeitamente desnecessário. Com o a medição Spot consigo medir a luz exactamente naquilo que quero e não deixar que a maquina o faça automaticamente. (Ver secção de EXPOSIÇÃO).

Total controlo de exposição - Isto pode parecer óbvio mas não compraria uma máquina que não me permitisse controlar TODA a máquina de todas as formas possiveis e imaginárias.

Travão de bloqueio de espelho (MLU) - Isto não é daqueles items fundamentais mas é muito importante para quem usa Teles a baixas velocidades de obturação (este problema da vibração do espelho sente-se entre 1/15 e 1/4). Sempre que a maquina faz uma exposição implica uma serie de ajustes mecanicos (incluido o levantar do espelho) que fazem com que todo o corpo trema. Realmente, e por muito que digam o contrário, mesmo com o uso do tripé só se consegue uma fotografia REALMENTE nitida nestas velocidades usando uma técnica ferverosa. (Há quem diga que consegue fotografias nitidas à mão com 1/30, gostaria de ver).

Cabo disparador - Qualquer máquina dita séria deverá ter pelo menos um meio de se usar um cabo disparador de modo a permitir exposições prolongadas (tocar no obturador é mais uma ajuda para fazer tremer a maquina). Existem mecanicos ou electricos. Para as que não têm pode-se usar o temporizador, se bem que as vezes não sejam viavel.

Quando comecei a fotogrfar usava uma Canon AE1, que não dispunha de metade dos items acima indicados. Quando finalmente mudei para uma AF -mudei de marca visto que na altura e dentro do meu orçamento nada era melhor que a minha fiel NIKON F 601 (que ainda hoje a uso). Que estupenda maquina era&e ainda o é! Não a trocaria por nenhuma F50, F60 ou mesmo F70 exactamente porque cumpre com bastantes dos requesitos para mim essenciais. Depois tive sucessivamente uma F4 e um Nikon F90X (o meu actual "cavalho de batalha"). Gostaria muito de ter uma F5, mas visto que o meu orçamento não é dos mais famosos prefiro gastar o que posso em lentes e acessórios, por vezes mais importantes que a própria maquina!

AS LENTES

Se a maquina é importante devido às ajudas que nos fornece, é essencialmente uma camera escura para alojar a pelicula. As lentes, essas sim, saõ de toda a importancia pois são elas que fazem a fotografia. É atravez delas que a luz passa para impressionar a pelicula dando inicio aquilo que chamamos fotografia. Existem lentes de todas as formas e feitios, marcas e preços, lentas e rápidas, zoom's e fixas.

ZOOM'S VERSUS FIXAS

Muito se fala da diferença entre usar uma lente zoom ou uma lente fixa; quais as vantagens e desvantagems de umas e outras.

Acredito sinceramente que nos modernos zoom's a qualidade conseguida é pelos menos tão boa como as das suas parceiras fixas. Isto é verdade quando se fala em zoom's "normais" - lentes com um "ratio" de 1:3 ou 1:4, uma 28/80 ou uma 17/35 ou mesmo uma 80/200. Agora com monstros como por exemplo as novas Superzoom 28/300 o caso já muda de figura (se bem que todos os testes demonstram que mesmo estas novas lentes são muito superiores ás suas parceiras com apenas 2 anos!). Outro factor a ter em conta é a luminosidade normalmente menor dos zoom's em relação aa suas primas fixas. Isto é um compromisso a ter em conta na escolha entre zoom ou fixa. Outro factror é a versatilidade das lentes zoom; é realmente mais fácil tentar enquadrar exactamente o que queremos quando temos um sem número de distancias focais numa só lente! Isto implica tambem uma redução no peso e no preço a pagar por tal versatilidade. Eu uso basicamente 3 zoom's: uma 18/35 uma 35/70 e uma 80/200. Para ter o mais perto possivel em versatilidade em lentes fixas teria que ter pelo menos 8 lentes: 18,20,24,35,50,85,135,200 e se precisase de enquadrar com uma 153mm não a teria!

Em relação a luminosidade das lentes isso é um assunto que cada um tem que responder por si mas penso que existem algumas considerações sobre o assunto:

Grande angulares - Visto que uso estas básicamente para fotografia de paisagem não necessito de lentes muito luminosas. Não vejo qual será o interesse (e o justificativo em termos de preço) de ter por exemplo uma 18mm F2.8, mas compreendo que para outro genero de fotografia seja necessário.

Lentes "normais" - Tambem as uso essencialmente para paisagem, por isso mais uma vez não necessito de uma 50mm F1.4 (o mais certo é usa-la a pelo menos F8).Por outro lado, e isso aplicas-se a todas as lentes, tendo em conta que a luminosidade da lente determina a luminosidade da imagem do visor, a velocidade do AF, não há mal nenhum em as ter luminosas (é tudo uma questão de preço) e se de qualquer modo precisarmos de as usar mais "abertas" os F Stop's estão lá.

Tele Objectivas - Estas são mais usadas para fotografia de natureza: animais timidos e furtivos. Aí quanto mais luminosa for uma lente maior será a taxa de sucesso: temos imagens mais nitídas no visor, maior velocidade de AF, e acima de tudo possibilidade de fotografar com menos luz (ou posto de outra maneira conseguir uma maior velocidade de obturação para maior nitidez de imagem).

Quando comecei a fotografar animais usava uma 75/300 5.6 o que não é dos melhores conjuntos. É relativamente curto em termos de distância focal e acima de tudo não é muito luminoso. Dai que para fotografar animais é essencial? Uma tele "grande" e luminosa. Isso tambem é um compromisso de peso e acima de tudo PREÇO!!! Uma 300 fixa F4 é já uma grande vantagem; é melhor desenhada; mais nitida e já permite o uso de um TeleConversor (TC).Um dos recentes TeleZoom's "qualquercoisa 400 F5.6 tambem é uma opção. Uma fixa 400F5.6 não é tão cara como se imagina (especialmente das marcas independentes;Tokina, Tamrom, Sigma. Infelizmente não tenho dinheiro para comprar uma AFS500 F4!!!

De qualquer modo toda esta conversa em torno das aberturas das lentes será sempre relativa; uma 200mm f2 é relativamente rápida, ao passo que uma 50mm f2 é perfeitamente "vulgar" (para não dizer lenta), uma 400mm f2 (se alguem fizesse uma) seria considerada supersónica. O pior é que teria sensivelmente o tamanho de um carro&

Outra coisa muito importante para mim é que qualquer lente "maior" que uma 135 2.8 ou 80/200 2.8 deverá ter um suporte para tripé.

ACESSÓRIOS

Muitas vezes os acessórios são tão, ou mais importantes, que maquinas e lentes. Obviamente que não as podem substituir mas podem salvar/melhorar muitas fotografias: para mim o acessório mais importante e sem sombra de dúvida o tripé.

TRIPÉS - Existem milhentos modelos e formas de tripés, uns mais conseguidos, outros menos, uns mais virados para certas caractreristicas outros com outras; e obviamente uns com um preço&outros com outro.

Acima de tudo um tripé serve para imobilizar o conjunto corpo/lente. Para que possamos usar velocidades de obturação mais baixas para dar um determinado efeito, porque a luz a isso nos obriga ou pura e simplesmente( e isto deveria ser  mais importante) para conserguirmos a fotografia o mais nitido possivel.

Mais uma vez desafio qualquer um a dizer-me que consegue fazer fotografias realmente nitidas com, por exemplo, uma 300mm a 1/250.

Temos tripés baixos, altos, pesados, leves, com cabeça de 3 vias, com cabeça de bola, com coluna extensivel, etc&

 Quanto a mim apenas vou dizer aquilo que me interessa num tripé, tudo o resto é &paisagem&

Um tripé leve é para mim um absurdo...para firmar o melhor possivel a máquina é preciso um tripé pesado; cheguei a ver um colega meu a usar um tripé que abanava furiosamente a cada rajada de vento (quantos às fotografias dele "gone with the wind"). Por outro lado confesso que nunca usei um dos novos tripés de fibra de carbono.

Eu preciso de um tripé que seja grande ou seja alto; preciso que chegue pelo menos ao nivel da cabeça, não só para poder fotografar à altura dos olhos mas essencialmente para aquelas situações em que temos que por o tripé com uma perna para aqui, a outra não pode ser ali porque está em campo e a terceira tem que ficar daquele lado para não nos estorvar. No fim de tudo isto normalmente acabamos com a máquina à altura da cintura&mas preciso de tudo isto sem subir a coluna central (odeio colunas centrais - transformam tripés firmes em híbridos de monopés com bases de tripé&) subir a coluna central de qualquer tripé é basicamente "matá-lo".

Preciso de um tripé que seja firme, isto é: quando prendo qualquer alavanca ela fique no sitio e que a perna não resvale etc,

Quero um tripé que desça à altura do chão (ou perto disso) mas sem reverter a coluna central (lá está outra vez a maldita - já repararam que nos anuncios "desses" tripés nunca se vê um fotografo a trabalhar desse modo). Quero um tripé em que possa apertar e desapertar as alanvacas sem partir os dedos ou ter de usar um alicate.

Entre escolher um tripé mais "ligeiro" e com coluna central ou um mais "robusto" e sem coluna central para mim não há escolha possivel (mesmo que isso signifique 1 Kg a mais). O maior irá à mesma altura e muito mais estavel e tambem irá muito mais baixo). Sejam radicais; cortem com uma serra de metal a coluna central...

Um compromisso entre altura/peso/e rigidez é o numero de secções; em dois tripés com a mesma altura tendo o A três secções e o B quatro, acontesse normalmente o seguinte: o A é mais rigido, maior quando fechado e possivelmente mais barato.

Um tripé é defenitivamente daquelas coisas que só se podem comparar na mão; melhor ainda no campo. Aconselho-os a verem e exprimentarem quantos mais puderem.

Obviamente que tem que haver um compromisso entre o peso e o tamanho: eu de momento tenho três tripés que uso regularmente, um com aproximadamente 1Kg; outro com aprox 2.5Kg e um terceiro com quase 4.5Kg (incluindo cabeça). Advinhem qual me apetece levar quando vou para o campo a pé? E já agora advinhem qual é que acabo por levar? Realmente e sem querer quebrar todo o sentido de levar tripé, um monstro com quase 4.5Kg acaba por matar alguma expontaneadade.

(Eu uso um Benbo e dois Manfrotto)

Proponho as seguintes marcas - Manfrotto, Gitzo, Slik e os novos Velbom (de fibra de carbono). Para quem precisa de tripés "impossiveis" Benbo e Unilock.

O que não se pode separar do tripé é a cabeça que se lhe põe por cima; Existem de várias formas e feitios:

Cabeças simples - permitem ajustar a máquina em dois sentidos: vertical e horizontal (ou seja para os lados e para cima e baixo - ou ainda panning e picar). São as mais simples e portanto as mais baratas mas convenhamos que são um pouco limitadas (por exemplo não permitem fotografar com a maquina na vertical a partir da sua posição normal).

Cabeças de três eixos - estas já permitem todo o controlo de movimentos (os três eixos possiveis) tem a vantagem de permitir ajustes minimos num dos eixos sem alterar os outros.

Cabeças de bola ou rótula - Tal como o nome indica usam uma rótula para controlar todos so movimentos o que lhes permite ser as mais rápidas (visto que usam uma única alavanca para travar a rótula). Tem a desvantagem de serem um pouco complicadas (ou pelo menos alguma práctica) para fazer pequenos ajustes. De qualquer modo quando prendem...prendem mesmo e no sitio...

(Uso a Super Ball da Manfrotto)

As cabeças tal como os tripés devem ser grandes e pesadas (isto mais uma vez na minha ópinião) mas tambem um certo compromisso entre peso, tamanho e preço...

Uma coisa fundamental é que as cabeças aceitem um qualquer sistema mecanico para colocar e retirar a maquina rápidamente sem ter que desapertar constantemente a cabeça da máquina (isto óbviamnte só é um problema para quem tem as lentes presas ao tripé em lugar do corpo).

Proponho as cabeças da marca ou, por exemplo, Arca Swiss (para quem quer gastar numa cabeça mais que numa máquina "comum"), Giotto, Kirk, Foba, Linhof e Slik

FILTROS - Os filtros são dos acessorios mais importantes em fotografia e apesar disso são, por vezes, dos mais mal usados. Quer sejam para alterar côres e "temperaturas de côr", quer sejam para alterar e controlar o contraste so filtros são acessórios a usar com toda a precaução e subtileza.

Eis os que eu mais uso:

Polarizador - É o mais classico dos filtros. Serve essencialmente para polarizar a luz, o que significa a eliminação dos reflexos e por consequencia cores mais "limpas". É erradamente chamado de filtro para escurecer céu (apesar de tambem ser muito usado para isso) visto que tem muitas mais possibilidades que isso. Uso-o SEMPRE (dependendo se irá fazer efeito ou não - os polarizadores dão o máximo efeito quando usados a 90º do sol) quando fotografo com folhagem.

Existem em duas variantes; CIRCULARES e LINEARES (que são absolutamente iguais à vista) conforme o tipo de maquina.São uns "comilões de luz" chegando a roubar 2 stop's.

Um tipo de Polarizador que tenho exprimentado é o "Blue Yellow" da Cokin - que não só polariza como dá um tom ou azul, ou amarelo, ou ambos aos tons polarizados.

Warm Up ou Laranjas - São filtros que dão um tom mais quente à imagem. O mais fraco quase que poderia estar permanentemente montado no porta filtros...

Existem em varios niveis de intensidade sendo o 81A o mais fraco até ao 81EF o mais forte.

São fantásticos a remover o excesso de azul do meio-dia...

 "Grad" neutro - Estes filtros usam um sistema de "degrade" entre um cinzento neutro para um incolor e usam-se para controlar o escesso de contraste entre , por exemplo, o céu e a terra. Deve-se ter cuidsado a alinha-los no porta filtros e especialmente a fazer a medição de luz.

Tambem existem "Degrade's" coloridos que por vezes fazem efeitos engraçados (estou a falar de um azul ou um "tabak", nunca de um cor de rosa ou um verde!!!)

Difusores - São fantásticos a dar um bocado suavidade nas fotografias. Não resultam em qualquer tipo de situação; há que usa-los com cautela.

Basicamente são estes filtros que uso, se bem que muito ocasionalmente me lembro de usar um filtro azul, ou um "grad "sunset...

Outra coisa importante é o modo como colocamos os filtros na lente; existem dois processos (na verdade até existem três, ou mais se inventarem algum...)

O primeiro, e mais simples, é o sistema de filtro redondo que se enrosca directamente na objectiva; sem preocupações mas com alguns inconveniente - especialmente com os "grad's"- visto que não os podemos colocar de outro modo que não no centro...por outro lado estes filtros são, regra geral, de vidro  - portanto "melhores" que os de plástico dos sistemas de encaixe. Para quem preferir este sistema aconselho a comprar um filtro o maior possivel e os aneis redutores necessários para serem usados em diversas objectivas. (Estes anéis permitem, por exemplo encaixar um filtro de diametro 82mm numa objectiva de rosca 52mm). Aconselho ainda a guardar os filtros nas caixas originais ou se o espaço for importante encaixa-los todos seguidos com dois filtros "dispensáveis" em cada ponta.

Aconselho: Tiffen, Hoya, B+W

O segundo sistema é o chamado de "sistema" - Neste caso todos os filtros são de tamanho igual (universal) e encaixam num porta filtros que por sua vez é encaixado na objectiva por anéis de diametro diferentes (para diferentes diametros de objectivas). Isto tem as vantagens de colocarmos mais filtros (Muita Atenção - mais que dois já é arriscar muito-cada filtro que se põe degrada a imagem) e podermos orientar os "Grad" no sitio certo. Tem o incoveniente de ocupar mais espaço devido ao porta filtros e ao maior tamanho dos filtros. Regra geral estes filtros de sistema são de resina ou plastico, riscam-se fácilmente, e não são tão bons (opticamente falando) como os de vidro.

Os meus filtros de sistema (Cokin P) transporto-os dentro de uma bolsa de transporte de CDs.

Aconselho: Lee, Cokin e Singh-ray(se forem a www.singh-ray.com verão excelentes exemplos do uso de filtros)

O terceiro sistema (o meu, e provalvelmente de muita mais gente) é usar filtros dos dois sistemas. Uso os de vidro (redondos) na maior parte das situações para garantir a melhor qualidade óptica, e os de sistema quando preciso de os usar...como sistema, designadamente com os "grad's". Muitas vezes, e este é o terceiro sistema, coloco os filtros à frente da objectiva à mão... (neste caso cuidado com os polarizadores que têm um lado certo e um errado).

Em qualquer caso os filtros, tal como as objectivas, devem estar cuidadosamente LIMPOS, e de preferencia sempre protegidos com um para sól. (tantas vezes que julgamos que não está luz "a entrar" nos filtro apenas para constatar o contrário quando protegemos o(s) filtro(s)/objectiva com a mão...)

Outros acessórios que levo sempre na minha mochila são:

Reflectores

Difusores

Cartão cinzento 18%

Leatherman (uma espécie de canivete suiço)

Flash TTL (importantissimo, voltarei a eles)

Tubos de extensão (permitem focar mais perto; muito mais perto)

Tele Conversores 1.6 e 2X (multiplicam por 1.6 e 2X a distancia focal das objectivas)

Kit de limpeza completissimo, incluindo ar comprimido

Fotometro manual (um velho hábito)

Lanterna

Bloco de notas e caneta

Fita "tape"

e mais uns milhões de porcarias...